A bebê de 1 ano e seis meses que estava internada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, após a família denunciar uma suposta negligência médica no Hospital da Criança e do Adolescente, na mesma cidade, morreu neste domingo (29).
A criança estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Trauma de Campina Grande, desde a última terça-feira (24).
O velório acontece na manhã desta terça-feira (31), na Câmara Municipal de Remígio. O enterro está previsto para as 10h, no cemitério da cidade.
Segundo os pais, a bebê foi levada ao Hospital da Criança e do Adolescente com sintomas gripais, na última sexta-feira (20). Após atendimento médico, ela recebeu alta e foi enviada para casa. A família afirma que a criança voltou à unidade e, novamente, foi liberada.
De acordo com o relato do tio da bebê, a médica teria dito à mãe que ela estaria “exagerando por ser mãe de primeira viagem” e receitou dipirona antes de conceder alta.
Ainda segundo os familiares, após voltar para casa, a criança apresentou piora, com vômitos e secreção. Em novo retorno ao hospital, na segunda-feira (23), ela não teria sido examinada e recebeu alta após indicação de lavagem nasal. A família relata que, já em casa, a bebê convulsionou e foi levada novamente ao hospital, na madrugada de segunda-feira (23) para terça-feira (24). Ao chegar à unidade, foi encaminhada diretamente para a ala vermelha.
O tio da menina, que também é profissional de saúde há mais de 15 anos, afirma que sugeriu uma intervenção mas foi ignorado. Por volta das 5h50 da terça-feira (24) a menina foi levada para a UTI do hospital, onde foi entubada.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Campina Grande informou que lamenta a morte da criança e afirmou que está empenhada na apuração dos procedimentos adotados no Hospital da Criança.
A pasta também comunicou que solicitou ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) apoio técnico do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) para contribuir com a investigação sobre a conduta médica e os atendimentos realizados nos hospitais envolvidos. Segundo a secretaria, as apurações vão orientar eventuais responsabilizações e possíveis ajustes nos protocolos de atendimento.
G1PB
