Carol Nakamura e Guilherme Leonel vivem um momento delicado. Wallace, menino que morava com o casal desde 2019 em regime de guarda provisória, optou por voltar para a casa da mãe biológica depois de três anos.

Visivelmente abalada, a atriz e apresentadora usou as redes sociais, na tarde desta terça-feira (31), para explicar o que aconteceu e pedir que o assunto não seja abordado novamente. “Ele vai fazer 12 anos, sempre foi muito amado e tem consciência disso, mas decidiu morar com a mãe biológica. [...] Gente, quando uma criança nasce e cresce sem regras, é muito difícil. Por mais que você mostre os benefícios da educação, dê uma família, casa e oportunidades, coisas que ela nunca teve, é complicado e frustrante”, desabafou ela.

“Vocês não têm ideia de quanto a gente [Guilherme e ela] sofreu. Eu já chorei, me descabelei, me perguntei onde foi que eu errei... Agora, só me resta aceitar. E o Wallace estava safado, não tem outra palavra, porque ele já tinha entendido que eu não tinha a guarda dele e toda vez que a gente brigava com ele ou o colocávamo-nos de castigo, ele falava que ia voltar para a casa da mãe biológica. Chegando lá, ele fazia o mesmo com ela e, assim, continuava a perder aula”, completou.

Carol contou ainda que foi pega de surpresa, uma vez que ela e Guilherme exerciam um papel de pai para Wallace. “Não esperava que isso realmente aconteceria. Primeiro pelo amor dele por nós, segundo pela vida que sempre demos a ele. Eu não tenho babá, a gente fazia tudo por ele. Eu lavava as roupas dele, ensinava a fazer a lição de casa. Guilherme o levava para a escola. Fizemos tudo”, lamenta ela.

“Então, gente, não vamos mais tocar nesse assunto. Me incomoda demais. Cada vez que volto nisso, é uma lembrança que volta e uma tristeza que me dá. Eu amo o Wallace, falo e me preocupo com ele, mas para o juiz a palavra dele já vale. Para vocês terem uma noção, eu tinha acabado de renovar a matrícula dele na escola, tinha comprado uniforme e o material do jeito que ele queria. Essa era até uma frustração minha, não tive dinheiro para comprar os cadernos e canetas que queria. Não tem mais o que dizer. Não dá para entender”, concluiu.

Guilherme também se pronunciou

Pouco antes de Carol falar, foi a vez de Guilherme abrir o coração e comentar o caso: “Meu sonho era vê-lo voando na vida! Eu sempre afirmei: 'Esse moleque chega aonde ele quiser. Com a malandragem de vida, a inteligência que tem e todo suporte que damos, ele vai voar'. Mas nem sempre as coisas saem como a gente quer, e não temos controle sobre as vontades alheias. E, infelizmente, a vontade dele foi partir, voltar para a casa da mãe biológica. E por mais doloroso que seja para nós, temos de entender e respeitar, afinal, não sei como reagiria se estivesse na pele dele. Você viver em um mundo completamente avesso ao que vivia, no qual existem regras, horários, compromissos, obrigações, tudo isso depois de viver 9 anos sem sequer conhecer nenhuma dessas palavras. Sem saber ler, escrever… Mas o que prezamos é a felicidade dele, mesmo sabendo que dificilmente terá um futuro. Porém, oramos e pedimos com muita fé a Deus para que ele se encontre, e seja um bom menino, dedicado, estudioso, esforçado… e carregue consigo os ensinamentos que passamos todos os dias que tivemos juntos. Para todos que perguntam incessantemente, esta é a verdade, a triste verdade, da qual não temos nenhum prazer em falar, pois nos machuca, não esperávamos que fosse desta forma. Logo, pedimos respeito à dor do próximo, pois se vocês se preocupam e sentem saudades, imaginem a gente, que desenhou toda uma história juntos, abdicamos de muitas coisas para dar o melhor a ele. Jamais imaginaríamos que fosse desta forma, mas foi, e estamos superando.”

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